quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sinais da Palavra C Santa Maria, Mãe de Deus

Maria, a porta por onde Deus entra na nossa história e humanidade, é sem dúvida um sinal grandioso, que também a nós toca profundamente… Colocar um novo ano que nasce sob a sua protecção é o convite que a Igreja nos faz e devemos aceitar, acolhendo-nos também nós nessa mesma protecção materna, sob esse mesmo amor da Mãe de Deus e nossa Mãe. Porque, com ela, queremos olhar pelos olhos do amor de Deus, desse Menino nascido, um novo tempo que nos é dado, meses e dias que poderemos e esperamos viver na paz e alegria da bênção de Deus. Porque, com ela, queremos fazer do novo ano a iniciar um tempo e oportunidade para acolher mais a Deus, a este Deus que Se faz tão próximo de nós… E, ainda iluminados pela Luz intensa do Natal queremos aprender com Maria e, como nos recordava o evangelho: «Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração», guardando também nós toda a alegria e esperança do Natal, meditando-o sempre em nossos corações… E encontremos também nós em Jesus, o Deus Menino que por nós nasce, esse espírito de filhos que em nós clama: «Abá! Pai!», entregando-nos ao amor do Pai que nos concede a graça de um novo ano… Que o Senhor, o Deus Menino, a todos abençoe...

Sinais da Palavra C Sagrada Família

A imagem da Sagrada Família… Como nos diz tanto, como tão rapidamente a compreendemos… Como facilmente identificamos Jesus, Maria e José, até porque estão presentes em tantas das nossas casas, nos presépios que acompanham esta época, dos mais tradicionais aos mais modernos… E o Natal é, por excelência, uma época da família, que se reúne e celebra em conjunto, em união… apesar dos tempos mais difíceis que a própria família, que a própria imagem de família atravessam… E são já muitas as famílias que nem no Natal se reúnem. E são já muitas as crianças que não vêem os seus pais unidos, que não sabem o que é uma verdadeira família, que olham sem perceberem muito a imagem de Maria e José à volta de Jesus, com preocupação e amor… E como a sociedade de hoje precisa de escutar os intemporais conselhos do livro de Ben-Sirá: «Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados e acumula um tesouro quem honra sua mãe. Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida»… Como as nossas famílias, em crise e desorientadas por vezes, veriam o seu dia-a-dia ser tão diferente… Porque Jesus, o Filho de Deus, vem-nos convidar a ser filhos de um mesmo Pai que nos ama, fazendo parte da família de Deus… Que o Senhor, o Deus Menino, a todos abençoe...

Sinais da Palavra C Dia de Natal

Porque o Verbo de Deus vem até nós… Porque nasce para nós a Luz verdadeira, que vem iluminar todos os homens… Porque Deus Se faz Homem e vem salvar toda a Humanidade… Porque o que é eterno, vem agora entrar no tempo, no nosso tempo, na nossa história. Porque o que é forte, assume agora a nossa fragilidade, para nos fortalecer e dar nova vida. Porque Deus Se faz Homem, para que os homens possam esperar agora a eternidade junto a Si, na sua glória… Mas, como lembrava São João, tantos homens, ainda hoje não O recebem, nesta novidade magnífica, nesta certeza de acolher o próprio Deus. «Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam». Mas, a nós, que O acolhemos, deu-nos «o poder de se tornarem filhos de Deus»… porque acolhemos o próprio Deus, agora na nossa condição humana… Porque agora Deus nos fala na linguagem mais compreensível, mais humana… fala-nos em Seu Filho, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem… Fala-nos como a filhos, mostrando em Seu Filho a força do seu Amor… Fala-nos numa criança que por nós nasce, para que também nós possamos nascer agora «não… do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus»… Que o Senhor, o Deus Menino, a todos abençoe...

Sinais da Palavra C Noite de Natal

Acolher a Luz que vem brilhar, não mais à distância, mas dentro de nós… Porque essa Luz nasce para nós… vem iluminar os corações dos homens… vem trazer alento e paz aos mais desanimados, a uma Humanidade tantas vezes perdida em si mesma… vem brilhar em todos os que a acolherem… Já Isaías dizia: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar». E explicava: «Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado». Porque o nascimento de Jesus é para nós. Porque Ele é Luz que nasce e nos vem iluminar. Porque Deus nos dá o Seu próprio Filho, para que também nós sejamos filhos, animados por tão grande alegria, fortalecidos por tão grande paz… Porque Ele vem renovar todas as coisas, começando pela nossa própria relação com Deus, tornando-nos filhos que agora, iluminados por tão grande Luz, conseguem ver a salvação… E, olhando para o Menino que nasce e que adoramos, descobrindo n’Ele a salvação e a alegria de nos sentirmos amados desta tão grande forma, façamos chegar também nós o anúncio do Anjo a todos, lembrando o verdadeiro sentido da alegria do Natal: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor»… Que o Senhor, o Deus Menino, a todos abençoe...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sinais da Palavra C Advento IV

«Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor», dizia-nos Santa Isabel, aquando da visita de Maria, levando já no seu ventre o Salvador, Jesus Cristo… E Maria é realmente feliz, porque acredita, porque dá o seu «sim» a Deus, porque abre o seu coração e a sua vida, para que Deus possa entrar, não só em si, mas na história da Humanidade, na própria Humanidade… Mas, Maria partilha connosco essa sua alegria de acolher e gerar o próprio Filho de Deus, conduzindo-O até nós, como O levou até Isabel, sua prima que dela precisava na sua tardia gravidez… Como o continua a levar hoje a tantos corações mais desanimados, recordando que Ele, o Menino que irá nascer, vem trazer a paz a todos, vem fazer regressar os irmãos que andam longe, vem conduzir o povo da promessa como pastor eterno, como recordava a profecia de Miqueias… E é na humildade de Belém que Ele quer nascer… E é na humildade de Maria que Ele se faz homem e dela nasce, ensinando-nos também a ser humildes, para também nós O podermos acolher… Porque, ao assumir um corpo humano, ao fazer-Se Homem, como lembrava a epístola aos Hebreus, Jesus diz: «Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade»… E isso mesmo nos ensinará a rezar mais tarde, ao dizermos: «seja feita a vossa vontade…», na atitude de quem O acolhe, a Ele Deus Menino que nasce, acolhendo o próprio Deus… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sinais da Palavra C Advento III

Dizia-nos São Paulo: «Não vos inquieteis com coisa alguma»… Mas, como entender e viver estas palavras do Apóstolo, num mundo ele próprio inquieto, num ritmo que derruba intenções e forças, numa humanidade que vive incertezas e medos constantes, presa em mecanismos por si própria criados? Só na paz que vem de Deus, se pode encontrar esta serenidade de coração, esta força que mantém firme mesmo nas adversidades e turbulências da vida, esta coragem de enfrentar a vida, não inquietos, mas seguros de uma salvação que está perto. Então, é também para nós, para a sociedade de hoje, o convite de São Paulo: «Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos». E, sem procurar acolher esta alegria de quem acolhe o próprio Deus, que está perto, não viveremos esta paz interior… Já o profeta Sofonias convidava a esta alegria de quem sente a presença do Senhor no meio do seu povo, renovando-nos no seu Amor e no seu Perdão. Mas uma alegria que não pode ficar contida no interior, aprisionada dentro dos corações, mas tem de ser anunciada e testemunhada. Dizia o profeta: «Clama… solta brados de alegria…exulta, rejubila de todo o coração»… E, aceitando os ensinamentos de humildade e conversão de João Baptista às multidões que nele procuravam o Messias, preparemos com ele a vinda do Salvador, Jesus Cristo, porque nos lembrava o Precursor: «está a chegar quem é mais forte do que eu… Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo»… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sinais da Palavra C Advento II

É necessário que a voz de João Baptista, pregando o arrependimento e a conversão, seja hoje ouvida, e se cumpra de novo a profecia de Isaías, recordada no evangelho: «‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus»… Porque este mundo precisa de ouvir a voz do Precursor, de um João Baptista que vem anunciar e preparar a Vinda do Salvador, de alguém que recorde que a salvação é para todos, mas que é preciso descobri-la cada vez mais na nossa vida, vendo já os sinais da sua presença… Porque, como lembrava São Paulo à comunidade dos filipenses, não podemos deixar adormecer a nossa fé, nem perder a nossa esperança, mas temos de deixar que a boa obra em nós começada pela adesão a Cristo Jesus, seja levada a «bom termo até ao dia de Cristo Jesus». Porque para preparar este vinda, este dia de salvação e grande alegria, temos de nos tornar «puros e irrepreensíveis» … Levantemo-nos também nós hoje e subamos ao alto, erguendo os nossos corações, agradecidos pelas maravilhas que o Senhor faz… olhemos à nossa volta e reconheçamos que Deus vem reunir o seu povo, conduzindo-o agora, não à velha Jerusalém, mas à nova e eterna Jerusalém, ao seu Reino de luz e paz… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sinais da Palavra C Advento I

«O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos», dizia São Paulo, na sua primeira carta aos tessalonicenses… Afinal, ao iniciarmos este tempo do Advento, tempo de espera e preparação, sabemos que não ficamos de braços cruzados a olhar para o Céu à espera, ou a olhar para a vida mais desanimados… É necessário crescer na caridade… Porque esperamos o próprio Jesus Cristo, o dia da sua vinda, vivamos dessa forma nova que Ele nos veio ensinar a viver, no amor e na entrega… Porque Ele veio, como estava anunciado pelos profetas, como nos recordava também Isaías: «naquele tempo, farei germinar para David um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra»… Mas, como rezamos e acreditamos, ao dizer «de novo há-de vir… e o seu Reino não terá fim», Ele virá novamente para nos levar conSigo para o Pai, para nos fazer entrar numa eternidade que não devemos temer, mas aceitar de coração sincero e cheio de esperança… E o próprio Jesus nos diz isso: «hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória». Aceitemos o seu convite: «erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima», estando atentos e preparados para essa Vinda gloriosa que aguardamos… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum Cristo Rei

É necessário que Ele reine… Que Jesus Cristo, o «Filho do Homem» que vem «sobre as nuvens do céu», seja Rei e Senhor da Criação que veio redimir, dos homens que veio salvar pelo seu Sangue, pela oferta de Si mesmo na Cruz… É necessário que Ele reine em cada coração… Que num mundo afastado e sem rumo, Jesus Cristo seja presença confortante em cada comunidade, em cada lar, em cada coração, Ele que «é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra»… Por isso, e porque O reconhecemos como Rei e Senhor, como Deus que vem salvar, também nós aceitemos o convite de O glorificar feito pelo livro do Apocalipse: «Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen»… É necessário que Ele seja Rei, acolhido por cada homem, por cada crente… Porque, como Ele dizia a Pilatos «o meu reino não é deste mundo»… Então, é preciso pedir, como fazemos de cada vez que rezamos segundo o seu ensino: «venha a nós o vosso Reino»… É preciso abrir o coração e a humanidade a este reino que vem, «um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz»… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 32

Afinal, não basta dar… É preciso dar com o coração, dar de si mesmo… Ter a atitude de Cristo, o eterno sacerdote, que Se dá a Si mesmo, oferecendo-Se na Cruz para nos salvar. E, como lembrava a Epístola aos Hebreus, reconhecer que esperamos receber imensamente mais do que o que demos ao longo da vida, quando «assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam». Porque a salvação, imenso dom de Deus, vem pela oferta… Pela oferta que o Filho faz de Si mesmo na Cruz, dando a sua Vida para que todos os que n’Ele crêem possam alcançar a vida sem fim… E por isso, o Senhor Jesus que também nos ensina a dar de nós mesmos, elogia a dádiva daquela pobre viúva no evangelho, que das suas dificuldades e pobreza, «ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver», em comparação com os que dão do que têm em demasia e não lhes faz falta… Afinal, dar é entregar de nós mesmos, com a confiança de que não nos faltará, como a viúva de Sarepta, incentivada pelo profeta Elias… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 31

«Não estás longe do reino de Deus»… As palavras de Jesus ao escriba que O interroga, animam-nos também a nós, numa caminhada longa e difícil por vezes, mas cuja meta está sempre tão perto, tão facilmente sentida… Não estamos longe do reino, do próprio Deus… Podemos já senti-l’O no nosso coração e no nosso caminhar... Um caminho que se faz cumprindo os dois grandes mandamentos que o Senhor Jesus nos recorda no evangelho: «amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo»… Porque não se ama a Deus sem partilhar esse mesmo amor com os que à nossa volta caminham… Porque amar o próximo, nos aproxima mais de Deus que é Amor… E porque só o amor nos fará entrar numa dimensão de eternidade, acompanhando Jesus eterno «sumo sacerdote», que na cruz mostrou esse amor eterno, quando «de uma vez para sempre quando Se ofereceu a Si mesmo»… E no amor da Cruz, também cada um que ama, encontra esse amor eterno… Que o Senhor a todos abençoe...

Sinais da Palavra Todos os Santos

É rodeado pelas multidões, pelos discípulos que com Ele querem aprender, que Jesus nos dá a magna carta, a realidade suprema das Bem-aventuranças... Caminhos de felicidade eterna, que são contrários às pequenas e passageiras alegrias propostas pelo mundo. Para quem quer ser feliz para sempre, ser bem-aventurado, ser santo, as Bem-aventuranças são o caminho a seguir: Ser pobre, para receber a verdadeira e única riqueza... Ser humilde, para alcançar a grandeza de possuir a eternidade... Chorar, para que a consolação venha de Deus... Ter fome e sede de justiça, para se saciar em pleno no Reino de Deus... Usar de misericórdia, para que também a saiba receber... Ser puro de coração, para ver a Deus face a face... Promover a paz, para ser um com o Pai, na eternidade, como filhos... Ser perseguido por amor da justiça, para que por esse mesmo amor alcance a verdadeira liberdade em Deus... E viver desta forma, apenas porque sabemos que a recompensa, essa verdadeira santidade, será imensamente maior em nós... Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 30

Porque o Deus de misericórdia e de bondade quer reunir todo o seu povo, toda uma humanidade que precisa de orientação e de esperança, todos os homens a quem quer oferecer a salvação… Porque na sua misericórdia e na sua vontade salvífica há lugar para todos… Serão hoje a «grande multidão que regressa», os que «partiram com lágrimas nos olhos», perdidos pelos caminhos da vida, mas que o Senhor quer «trazê-los no meio de consolações»… Porque a sua salvação é para todos, porque a esperança toca a todos, porque este convite de regresso ao seu reino é para todos… Mas, para aceitar essa mesma misericórdia, esse amor feito salvação, é precisa a perseverança e confiança do cego que, sabendo que Jesus, o que salva, vai a passar, não se cansa de gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim»… Essa confiança e alegria de quem até salta de contentamento quando Jesus o chama… Essa certeza que não fica perturbada perante a pergunta de Jesus, que parece tão estranha, diante das suas próprias dificuldades: «Que queres que Eu te faça?»… Mas, porque acredita, responde confiante: «Mestre, que eu veja»… Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 29

Ainda nos falta aprender tanto com Jesus, o Bom Mestre, aquele que nos vem ensinar a servir, a dar a própria vida, para bebermos do seu cálice, para alcançar a vida eterna… Ele, eterno e sumo sacerdote, ensina-nos a consagrar assim a nossa existência ao Pai, pelo serviço aos irmãos em verdadeiro espírito de humildade, oferecendo confiantes no trono da misericórdia a vida que do Seu Amor recebemos, para que do seu único e verdadeiro sacrifício na cruz, alcancemos a expiação e a salvação oferecida. Aprendamos com as suas palavras, quando nos diz: «quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos». Afinal, não são só palavras porque podemos comprovar a sua verdade na própria vida do Mestre Jesus Cristo, «porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos». E, como Ele nos ensina a viver, apesar das nossas fraquezas, como nos lembra a Epístola aos Hebreus: «Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado». Porque Jesus oferece a «sua vida como sacrifício de expiação», cumprindo a vontade salvífica do Pai… Por isso, «permaneçamos firmes na profissão da nossa fé»… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 28

«Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» A pergunta feita a Jesus no evangelho, por alguém que até já fazia uma boa parte do caminho de discípulo, coloca-nos perante as nossas próprias respostas, perante o que também nós escolhemos na vida como prioridades, perante o que vamos deixando porque nos impede e atrapalha nesse mesmo caminhar… Já o livro da Sabedoria a exaltava acima de todas as riquezas, de todo o ouro e pedras preciosas. Escolhê-la é escolher um tesouro eterno… E deixando-nos guiar pela palavra de Deus, «viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes», palavra que «penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração», façamos a escolha de verdadeiros discípulos, de quem quer verdadeiramente seguir o Senhor Jesus, não se deixando prender por riquezas e por este mundo, mas sentindo-se livre para fazer de Cristo o grande tesouro a encontrar… E, mesmo que já tenhamos tomado a decisão de O seguir, e como Pedro Lhe lembremos: «vê como nós deixámos tudo para Te seguir», recordemos a resposta de Jesus de recebermos imensamente mais, não só nesta vida, mas também a grande certeza da vida eterna, ainda que o Senhor não nos engane e nos lembre que também as «perseguições» fazem parte da recompensa de ser seus seguidores… Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 27

Diz-nos a Epístola aos Hebreus: «Pois Aquele que santifica e os que são santificados procedem todos de um só. Por isso não Se envergonha de lhes chamar irmãos.» Assim, Jesus, o nosso Irmão, que nos ensina que somos todos filhos do mesmo Deus Pai, nos congrega numa união verdadeira e natural, porque irmãos… Assim, e pelos irmãos, Ele entrega a sua vida, como «Autor da salvação», para que todos alcancem a vida eterna, junto ao Pai… E, neste convite à unidade, à verdadeira comunhão de vida, a que Deus nos convida, compreendemos melhor a imagem dessa mesma união com Deus, na união humana entre homem e mulher, enquanto sinal de amor, como nos era recordado no Génesis: «Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne», como depois Jesus irá também recordar… É da dureza do coração humano, do seu egoísmo, da sua intolerância e maus sentimentos que nascem as divisões, onde a união deveria ser mais autêntica e forte… Por isso, Jesus conclui: «Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 26

«Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!», dizia Moisés no livro dos Números… Quem dera que todo o povo se deixasse tocar por esta força infinita do Espírito que vem sobre nós e nos ajuda a melhor seguir Cristo, anunciando-O, tornando-O presente na vida quotidiana de um mundo que cada vez mais se separa d’Ele… Mas, mesmo entre os discípulos, entre aqueles que se deviam deixar guiar por este Espírito de Deus, é tão mais fácil a atitude de inveja e de espírito pequeno, de não deixar os outos anunciar, porque atrapalham o brilho do nosso anúncio, a atitude de Josué que quer proibir ou a de João que denuncia a Jesus alguém que «não anda connosco»… Afinal, quem anunciamos: Deus ou o nosso próprio trabalho de anunciar? Jesus Cristo ou a nós mesmos e aos nossos esforços?... Então, Jesus conclui: se é a nós que mostramos primeiro, cuidado com o escandalizar os outros, afastando-os de Deus pelos nossos pecados… Porque é melhor cortar o que não está bem, na nossa vida e nas nossas atitudes para que a vida tenha sentido de eternidade… E isso mesmo lembrava São Tiago: porque a verdadeira riqueza não se estraga neste mundo, mas aponta para o tesouro nos céus… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 25

Mesmo perante a Cruz e o convite a aceitá-la todos os dias, renunciando a si mesmo, seguindo assim a Cristo, o Mestre que ensina a ganhar a vida, dando-a sem medida, os discípulos, também os de hoje, perdem-se em discussões sobre quem será o maior, sobre as grandezas deste mundo e sua fama… E Jesus, o mesmo que continua a anunciar a Sua morte como salvação para todos, que diz: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará», ensina-nos mais uma vez a humildade de quem O segue, imitando-O, ao dizer: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos»… Porque dar a vida é também dá-la na humildade das pequenas coisas, de um dia-a-dia de entrega e de serviço ao mais pequeno dos irmãos… Porque ser discípulo é aprender com o Mestre, na humildade e na entrega… Mesmo na confiança em que Deus que não abandona perante as injustiças e as maldades humanas, como lembrava o livro da Sabedoria… E semeemos a paz à nossa volta, como lembrava São Tiago, praticando-a… Só assim tornaremos o mundo mais solidário, mais justo, mais pacífico… Que o Senhor a todos abençoe...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 24

Como nos custa entender as tuas palavras, Senhor, quando dizes: «Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á»… Porque pensamos que tantas coisas nos fazem já perder esta vida humana, a única que conhecemos e não queremos ser confrontados com a ideia da morte, a da dor e do sofrimento… Porque reagimos como Pedro, contestando esta ideia, falando da cruz como algo do passado, porque queremos esconder a nossa mortalidade e o carácter passageiro desta vida, atrás de tantas coisas de que a vamos preenchendo… Porque não compreendemos que falas de uma outra vida, aquela que alcançamos porque Tu deste a tua por nós na cruz, porque preocupados em agarrar esta vida e este mundo não conseguimos descobrir a eternidade nas tuas palavras e na cruz… E vamos procurando outros caminhos que aparentem ser mais «fáceis»… Esquecendo que a cruz é o caminho a seguir, com a mesma confiança de que falava o Servo do Senhor, no meio das suas próprias tribulações, ao dizer: «O Senhor Deus vem em meu auxílio. Quem ousará condenar-me?»… E, neste caminho de eternidade, demos vida à nossa fé pelas obras, como convidava São Tiago, pela forma como a vivemos… Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 23

«Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus», dizia-nos o profeta Isaías… Mesmo em tempos mais difíceis, o profeta convida-nos a manter uma atitude de esperança, de quem aguarda tempos melhores e transformações que só o próprio Deus pode operar no meio dos homens… Transformações que o próprio Jesus no evangelho tornará realidades, ao fazer com «que os surdos oiçam e que os mudos falem», impressionando os que O seguiam. Mas, o convite à transformação começa pelo nosso interior, para que se possa responder com verdade ao desafio lançado pelo refrão do salmo, o de louvar o Senhor a partir da alma, a partir de um interior novo e aberto a escutar a Palavra para depois a anunciar… Uma renovação que passa também pelo aceitar os outros como iguais, como irmãos, sem olhar às riquezas deste mundo, sem se deixar impressionar pelas aparências, mas aceitando a todos no mesmo amor… São Tiago lembrava isso mesmo, ao perguntar: «Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?» Nessa mesma pobreza, acolhamos a novidade de Deus em nós, que nos transforma… Que o Senhor a todos abençoe...

sábado, 1 de setembro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 22

A pergunta é também hoje colocada: «quem habitará, Senhor, na vossa casa», na vossa eternidade? A resposta, devemos procurar encontrá-la na nossa própria vida, já que somos «a grande nação que tem a divindade tão perto de si como está perto de nós o Senhor, nosso Deus», tão perto de nós, que habita connosco e caminha connosco até à terra prometida, a sua própria eternidade… Mas, neste caminho, temos os seus mandamentos como orientação, como guias para alcançar esse imenso objectivo que é o próprio Deus. Mandamentos que devemos não só conhecer, como aplicar e viver, ao escutar a exortação do apóstolo São Tiago: «Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos»… Porque não basta ouvir e conhecer… É preciso viver, transformar em nossa própria vida, os preceitos recebidos… Sem enganos, hipocrisias ou falsidades… Porque, olhando para as palavras do Senhor Jesus no evangelho, naquele diálogo com os fariseus e os escribas, podemos também nós questionarmo-nos sobre a nossa própria vida, sobre a forma como vivemos, não ficando apenas nas aparências e cumprimentos de tradições, mas sim tornando verdade o que de mais puro recebemos do Senhor e queremos viver… Que o Senhor a todos abençoe...

sábado, 25 de agosto de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 21

Deus, que nos criou, nos quer um povo forçado, obrigado a segui-l’O, seja por que motivo for… Nem por obrigação, nem por gratidão, nem por uma aliança que se poderia tornar opressiva… Aceitar a fé e vivê-la, procurar seguir este mesmo Deus de Amor, que nos cria e chama continuamente à salvação, é uma escolha da nossa liberdade, desta possibilidade de escolhermos, de optarmos que Ele mesmo também nos oferece… Por isso, escolher a Deus, não apenas nas celebrações, mas em toda a nossa vida é respondermos à afirmação de Josué no seu livro, escolhendo «hoje a quem quereis servir», e à pergunta que o Senhor Jesus faz no evangelho aos seus discípulos: «Também vós quereis ir embora?» … E responder com a mesma certeza de Simão Pedro, dizendo com a atitude de entrega e de vida: «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus» … Pois, se O aceitamos como alimento de vida eterna, o Pão descido do Céu, também O aceitamos plenamente em nós, na nossa vida, optando livre e totalmente por Ele, saboreando como Ele é bom, em cada instante da nossa caminhada… Porque, como lembrava São Paulo, é esta mesma íntima comunhão de vida com Ele, à semelhança do que os esposos devem procurar, que construímos cada vez mais… Que o Senhor a todos abençoe...

sábado, 18 de agosto de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 20

«Vinde»… é o convite do Senhor, renovado em cada eucaristia… «Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei», era o convite que ouvíamos, do livro dos Provérbios… Um convite que prefigura as palavras do Senhor Jesus: «Tomai e comei… Tomai e bebei…» que a todos nós continua a convidar para o Seu banquete de Amor, para a mesa da Ceia da nova e eterna Aliança, onde «a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida»… Porque, não duvidemos nem ponhamos em causa que é Ele o verdadeiro alimento de Vida Eterna... Que somos participantes da verdadeira Ceia que liberta, da Mesa onde é «o Pão vivo que desceu dos céus» que nos alimenta… Aceitemos as palavras do Senhor, que nos diz: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós»… E alimentados por tão precioso alimento, vivamos de forma coerente, como desafia São Paulo: «aproveitai bem o tempo»… Que o Senhor a todos abençoe...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sinais da Palavra Assunção de Nossa Senhora

Maria é, sem dúvida, um sinal grandioso, que desde a sua Assunção aos Céus, elevada em corpo e alma, nos interpela e convida a olhar, desde já, a alegria da eternidade... Mulher admirável, que sendo Mãe do Salvador, dá o seu Filho a todos os homens que o querem acolher, aceitando também ser Mãe de todos esses mesmos homens, protegendo-os com seu amor maternal e encaminhando-os com a sua poderosa intercessão para essa mesma glória celeste, onde ela, como «Rainha do Céu», se encontra «ornada do ouro mais fino»... Maria elevada ao céu em corpo e alma é um dos mais sublimes anúncios da nossa própria ressurreição: Mãe de uma Humanidade que, como ela, é reconduzida por Deus a essa Vida sem fim, prometida antes do pecado humano que dela nos afastou, mas pecado esse que foi vencido por Cristo. E porque é sinal de uma nova Humanidade, que em Cristo se torna vencedora do pecado e da morte, Maria foi preservada de ambos: do pecado, desde a sua Imaculada Conceição; da morte, ao ser elevada ao Céu, na sua gloriosa Assunção, como algo em que profundamente e desde há muito acreditamos... Por isso, com Santa Isabel, também nós a proclamamos «bendita és tu entre as mulheres», quando em tantos momentos lhe rezamos com amor e devoção. E também lhe reconhecemos a bem aventurança infinita «daquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». E por isso, também o cântico de Magnificat, que Maria fez seu na Visitação, é também o cântico que com ela repetimos, todos nós que queremos aprender da humildade e da vida daquela Mãe que invocamos e que também, como todas as gerações, reconhecemos como a bem-aventurada, que no Céu, para sempre intercede e espera por nós... Que o Senhor a todos abençoe...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 19

Como o Céu nos parece longe… demasiado longe, demasiado indefinido… Receber o pão que desceu do Céu, o próprio Jesus Cristo, é hoje, por vezes, um pouco difícil de aceitar, como o foi para os judeus… Porque estamos demasiado presos à terra, a esta realidade com que nos vamos confrontando no dia-a-dia, que nos faz, por vezes, sentir cansados e desanimados, aflitos com o calor dos problemas, como o profeta Elias no deserto… Mas, é o próprio Senhor Jesus que nos lembra no evangelho: «Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. (…) Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer». Acreditemos, então, nessa imensa alegria de receber e acreditar no Pão da Vida, de poder saborear como o Senhor é bom… De como em cada Eucaristia é o «pão vivo que desceu do Céu» que comungamos, que nos alimenta para depois caminharmos na vida e na nossa missão, como o profeta Elias, depois de alimentado pelo Anjo do Senhor… E alimentados na Eucaristia, aceitemos o desafio de São Paulo, à comunidade de Éfeso, «sede bondosos e compassivos uns para com os outros e perdoai-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo»… Que o Senhor a todos abençoe...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 18

Renascer… Transformar em vida tantas coisas que na nossa vida parecem mortas e fazem morrer esta vida nova e eterna que recebemos do amor de Deus… Ser, como lembrava São Paulo, «homem novo», desta novidade que é vida, que não desaparece… Abandonar a morte, escolher a vida… Não é uma frase publicitária ou apenas mais uma afirmação bonita… Tem de ser uma verdade em todas as opções que vamos fazendo, na forma como vamos vivendo cada momento, como em nós se vai renovando esta esperança de eternidade a que somos chamados… Na aventura do viver, acreditar e confiar no amor de Deus que vem alimentar, não com um pão qualquer, mas com «o pão de Deus», «o que desce do Céu para dar a vida ao mundo»… Mas, por vezes, como o povo de Israel, também nós preferimos a falsa abundância da escravidão, com medo da procura da liberdade… Preferimos os «pães» da riqueza e da abundância deste mundo, ao invés de acreditar e procurar essa «terra prometida» de alegria e abundância, onde não faltará o verdadeiro alimento, Jesus Cristo, que nos diz: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede»… Confiar neste amor sem medida, que não abandona, mas se faz força e alimento em nós mesmos… Que o Senhor a todos abençoe...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 17

«Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo», diz-nos São Paulo na sua carta aos efésios. Mesmo na sua própria tribulação, o Apóstolo já se encontrava preso, Paulo anima os cristãos e lembra-lhes a verdadeira unidade entre si, uma unidade que não se impõe, que não se constrói com cedências e compromissos, mas que resulta desta realidade de uma só e única fé que todos nós devemos viver… E, por essa mesma unidade, continuava o Apóstolo: «procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz»… No episódio da multiplicação dos pães, narrado pelo evangelho de João e preparado pelo momento do Antigo Testamento, vivido pelo profeta Eliseu, Jesus convida-nos e olhar para a Eucaristia, verdadeira multiplicação do Pão dos céus que é Ele mesmo… Vencendo a tentação de olhar apenas para a imensa multidão satisfeita e para a grande quantidade dos pedaços que sobraram, é preciso olhar para o milagre que acontece em cada Eucaristia, em que a todos o Senhor Se dá como alimento de vida eterna, saciando a nossa fome d’Ele mesmo, que é Vida sem fim… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 16

Por Cristo, «uns e outros podemos aproximar-nos do Pai, num só Espírito». Sim, n’Ele pode unir-se todo o Homem que procura verdadeiramente a Deus, seja grego ou judeu, seja de que condição for… Desde que deixe Cristo vencer e derrubar muros e unir pela paz… Porque, como lembrava São Paulo: «Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes d’Ele»… Ele veio não só aproximar-nos do Pai, como nos veio dar a dignidade de filhos, criando um Homem novo, chamado à salvação, «pela imolação do Seu corpo»… Porque é Ele o Bom Pastor que nos vem conduzir, que vem reunir num só rebanho, numa só Igreja… Porque é Ele o Pastor prometido, no Antigo Testamento, perante um povo desgarrado e mal conduzido por aqueles que apenas olhavam aos seus próprios interesses e iam «perdendo» o povo, como lembrava o profeta Jeremias, ao recordar a voz de Deus que diz: «Ai dos pastores que perdem e dispersam as ovelhas do meu rebanho!»… Porque é Ele, Jesus Cristo, o Pastor que se alegra com o trabalho feito pelos Apóstolos, que os convida ao descanso, mesmo perante as multidões que sempre pedem mais… Mas é também Ele o Pastor que perante a multidão que O procura insistentemente, se compadece deles, «porque eram como ovelhas sem pastor» e os ensina… E como dizemos e acreditamos: «O Senhor é meu pastor: nada me faltará»… Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 15

É em Jesus Cristo que o Pai nos revela o Seu plano para todos nós: tornar-nos seus filhos, logo herdeiros do Reino dos céus, destinados à vida sem fim… Porque se todo o processo da salvação começa em Cristo, também em Cristo tudo será novamente entregue ao Pai, quando Ele reinar em tudo e em todos… Ele que de livre vontade Se entregou, para que todos alcançassem a vida, como lembrava o importante hino cristológico que encontramos na epístola de São Paulo aos Efésios: « N’Ele, pelo seu sangue, temos a redenção e a remissão dos pecados». E acolher a salvação em Cristo Jesus é também estar disposto a colaborar com Ele, anunciando a Sua graça e a Salvação, como discípulos que se deixam conduzir confiadamente pelo Mestre… Porque atentos à voz do Senhor Jesus que chama a seguir, deixemo-nos escolher e amar por Ele sem medida, não tendo receios de embarcar na missão de ser profetas hoje, de O anunciar, sem nos preocuparmos com as coisas deste mundo de que precisaríamos, como recorda o mesmo Senhor no evangelho… Porque nos basta o Seu amor… Que o Senhor a todos abençoe...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 14

Porque o mundo de hoje ainda foge da voz profética, da voz que vem corrigir e chamar a atenção, que vem confortar e trazer a esperança, que vem voltar para Deus os corações rebeldes e tão ocupados em tantas coisas… Porque é tão mais fácil e agradável ouvir as «palmadinhas nas costas», as vozes que nunca nos contradizem, mesmo perante as quedas iminentes, a dos «amigos» que concordam em tudo connosco, mas fogem ao menor pedido de verdadeira amizade… Porque ainda hoje se precisam profetas… dos que apontam Deus e não a si próprios… dos que insistem, apontando o verdadeiro caminho e não os «caminhos» da moda… dos que fazem ouvir a sua voz e não a calam por conveniência, interesses ou medos humanos… Porque também hoje o Senhor Deus nos diz: «saberão que há um profeta no meio deles»… E anunciar e convidar a acolher Cristo é ser profeta para o mundo de hoje… E tantos cristãos hoje, como os compatriotas de Jesus, ficam admirados com a sua Palavra, mas perdem-se nessa admiração, não avançando como seguidores, não vivendo essa mesma Palavra no dia-a-dia… E, confiados nesse amor de Cristo que é força em nós, digamos como São Paulo: «Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte»… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 13

Quando tudo parece encaminhar-se para um fim que ninguém quer, mesmo até reconhecer ou até falar sobre, olhemos para a imensidade da vida, para a sua importância e como tem sentido pensar que foi para a vida que Deus nos criou… Porque, que sentido teria toda a criação, toda a vida do homem, se tudo acabasse assim? Mas, mesmo porque a morte entrou na história do homem, Deus quer continuar a chamar para a vida e por isso nos envia o Salvador, Aquele que vem dar a sua vida para que encontremos na Cruz a vida sem fim… E, em tantas ocasiões do evangelho, Jesus nos mostra esta importância da vida que vem defender e dar gratuitamente. E vem curar, ajudar aquela mulher que tanto sofria com uma doença incurável. E vem ajudar e dar vida, não só àquela menina, como ao seu pai e aos discípulos que O acompanhavam, para que mais tarde tudo percebam melhor… E vem ser sinal de vida e de salvação para todos os que O acolhem… E numa sociedade que tem como ideal constante a igualdade, olhemos para o que dizia São Paulo aos coríntios, lembrando esta mesma igualdade que surge da verdadeira atitude de caridade, de quem vai ao encontro dos mais desfavorecidos para ajudar: «Nas circunstâncias presentes, aliviai com a vossa abundância a sua indigência para que um dia eles aliviem a vossa indigência com a sua abundância.»… Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sinais da Palavra Nascimento de São João Baptista

São Paulo, no discurso que encontramos em Actos dos Apóstolos, coloca estas palavras na boca de João Baptista: «Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés». São João aponta sempre, nesta mesma humildade sentida, para Aquele que é verdadeiramente importante, o Salvador, para Quem ele prepara o caminho, como profeta chamado «desde o ventre materno» … Porque ele, como profeta que anuncia e aponta para o Salvador, vem cumprir esta missão de anúncio e preparação dos corações, pelo baptismo de penitência e arrependimento, para que sobre todos brilhe o Sol da Justiça, Cristo Senhor. Porque desde o seu nascimento, acompanhado de sinais e da atenção dos piedosos Zacarias e Isabel, seus pais de idade avançada que agradecem ao Senhor Deus o dom deste filho, «a mão do Senhor estava com ele» … E é na simplicidade, mas na força de profeta, que João cumpre a sua missão de Precursor… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 11

Deixarmos que essa grande semente, semente de esperança e de eternidade, em nós vá crescendo continuamente, sem sabermos como, mas não fechando o nosso coração em terra árida de quem não acredita e nada mais espera… Porque a esperança do Reino dos Céus tem de crescer em nós, ao longo da vida, como semente lançada pelo próprio Deus, mas que precisa do nosso cuidado e do nosso esforço continuamente… E, tal como na semente, não importa o seu tamanho, mas a vitalidade que lhe vamos atribuindo, deixando-a germinar de todo o coração, para também nela encontrarmos alívio e força ao longo desta caminhada neste mundo… E, como lembrava São Paulo, «nós estamos sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor, pois caminhamos à luz da fé e não da visão clara»… mas não nos deixamos obscurecer nesta procura do Senhor, vivendo cada momento como um tempo mais em que nos aproximamos dessa meta… Com a confiança de quem se entrega sempre mais ao Senhor, porque Ele mesmo nos diz, na profecia de Ezequiel: «humilho a árvore elevada e elevo a árvore modesta, faço secar a árvore verde e reverdeço a árvore seca»… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 10

Como a cada dia, também nós nos damos conta de que as realidades deste mundo são passageiras… E também em nós tanta coisa se vai desgastando, se vai arruinando, como lembrava S. Paulo na sua segunda carta aos Coríntios: «Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia». Mas, o Apóstolo lembra logo que então temos em nós algo que não segue esta tendência descendente e de ruína, mas uma esperança que se vai renovando e erguendo cada vez mais, até alcançar esses mesmos céus que temos como meta… Por isso, saibamos procurar esse mesmo olhar de que falava S. Paulo: «Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas»… E ainda que a nudez trazida pelo nosso pecado, pelas nossas falhas, nos queira afastar de Deus, logo desde o princípio, como nos lembrava o livro do Génesis, Deus promete uma salvação, uma misericórdia que em Jesus alcança a plenitude, Ele que vem para salvar a todos, libertando-os do pecado e da morte, renovando em nós a presença do Espírito Santo, Amor de Deus… E somos sua família, se vivermos esta união com Ele, que nos diz: «Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe»… Que o Senhor a todos abençoe...

Sinais da Palavra B Corpo e Sangue de Cristo

Uma nova e eterna aliança, feita não com sangue de qualquer animal, mas com o Sangue do próprio Filho de Deus, que o dá com consciência, como acto salvador… Uma nova e eterna aliança, feita com todos os homens que a queiram aceitar, vivendo-a como sua, na participação do altar, onde Ele, Jesus Cristo, continua a fazer-Se alimento de vida eterna, ao dizer-nos: «Tomai: Isto é o Meu Corpo»; «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens». Uma nova e eterna aliança, feita pelo Mediador entre Deus e os homens, porque Ele próprio verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, feita uma única vez e para sempre, na oblação do Seu próprio Corpo e Sangue na Cruz, como nos lembrava a epístola aos Hebreus: «Por isso, Ele é mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a sua morte para remissão das transgressões cometidas durante a primeira aliança, os que são chamados recebam a herança eterna prometida»… Que ninguém se aproxime inadvertidamente desta Aliança, entre Deus e os Homens, celebrada e vivida hoje na comunhão de um mesmo Corpo e Sangue, na participação de um mesmo altar… Mas, que reconheçamos o Seu valor, a Sua importância para nós, hoje, que participamos e vivemos a Eucaristia do Senhor… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sinais da Palavra B Santíssima Trindade

«Que o Senhor é o único Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro». Como lembrava o livro do Deuteronómio, desde o princípio o povo tem noção de ter um só Deus, mas um Deus próximo, que escolhe o povo e o congrega para ser sua herança… E também nós, hoje, como povo que procura a felicidade sem fim, como povo que aceita ser escolhido e chamado por Deus, reconhecemos e acreditamos em um só Deus, Pai criador, Filho que vem salvar, Espírito que dá a vida… E, como lembrava São Paulo na sua carta aos Romanos, somos filhos de Deus, «herdeiros com Cristo», porque «conduzidos pelo Espírito de Deus»… Então, também nós clamamos «Abbá, Pai», porque enraizados nesta vida trinitária, porque vivemos uma vida que começa no Pai, no Filho e no Espírito Santo, e neles tem a sua verdadeira meta… E, ao prometer que ficaria connosco até ao fim dos tempos, Jesus deixa-nos uma tarefa, uma missão muito importante: «Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei». Porque a fé que vivemos e transmitimos nasce, desde o Baptismo, da Santíssima Trindade… Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sinais da Palavra B Pentecostes

Apesar dos medos humanos, Deus vem vencer a nossa resistência, vem abrir as nossas «portas fechadas», vem despertar em nós a urgência do anunciar, do partir em missão... Essa força do Amor de Deus, esse Espírito que vem do alto, hoje, como na manhã de Pentecostes, vem dar sentido à nossa oração, que não pode continuar fechada, seja nas casas, seja nos corações, mas tem de sair para testemunhar e anunciar Jesus Cristo, falando de uma forma que o mundo de hoje também entenda, em que todos se sintam convidados a escutar e a alegrar-se com esta novidade maravilhosa que sobre nós desce... E que o Espírito nos traga de novo a paz, a paz de Deus que Jesus confia aos discípulos, que faz vencer os medos e nos transforma em apóstolos dos nossos tempos, chamados a levar aos outros essa paz e o perdão que reconcilia, que faz sair dos muros em que fechámos os nossos corações e as nossas vidas e nos envia, cheios de confiança... Afinal, somos muitos, diversos e diferentes, mas animados por um mesmo Espírito que em todos trabalha e nos faz «constituirmos um só Corpo», como lembrava São Paulo... E que o pedido que fazemos: «Mandai, Senhor, o vosso Espírito e renovai a terra», seja sentido, deixando que a primeira renovação seja nos nossos corações... Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sinais da Palavra B Ascensão do Senhor

Antes de partir para junto do Pai, Jesus promete aos seus discípulos a força do Alto, «a força do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra»… Essa mesma força que também nós recebemos para continuarmos a testemunhar a sua presença no meio de nós, mesmo depois de ter subido aos céus, para levar para junto do Pai a nossa humanidade. Porque a Igreja hoje tem de continuar a anunciar e a testemunhar… Porque temos de continuar a proclamar a Palavra de Jesus a todos os povos, para que Ele seja tudo em todos e a Igreja seja união entre todos os que têm Jesus como «cabeça»… E peçamos, também nós, como São Paulo na sua carta aos Efésios: «O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados…» Porque também nós, conhecendo-O e cheios de esperança, como os discípulos após a Ascensão do Senhor, partimos a pregar, a anunciar… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 6

Afinal, se Deus é amor, como nos lembrava São João na sua epístola, o que nos poderá aproximar mais de Deus do que aprendermos também nós a amar verdadeiramente? Se somos filhos, imitemos o Pai que nos ama, ao ponto de nos mostrar o que é o amor, como lembrava o Apóstolo: «Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele». Porque Deus é Amor, este Deus que vem até nós em Seu Filho, que aceitamos e queremos viver na nossa vida, «amemo-nos uns aos outros», mostrando que nascemos d’Ele, nascemos desse mesmo Amor quer nesta vida, quer para a eternidade… E o próprio Jesus nos convidava a permanecer n’Ele, a permanecer no seu Amor, porque nos considera amigos, ao ponto de dar a vida por nós. Ele mesmo nos diz: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça». Porque é mesmo assim Deus que nos ama e nos escolhe a fazer parte do seu Amor, sem fazer acepção de pessoas, como lembrava o episódio dos Actos dos Apóstolos. Porque todos, sem excepção, são chamados a esse mesmo Amor que salva… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 5

Somos ramos que têm de estar unidos à videira para dar verdadeiro fruto de eternidade… É uma imagem tão simples, tão directa, que Jesus nos apresenta no evangelho, da forma como só n’Ele a nossa vida tem pleno sentido, recebe essa força interior que a transforma e renova… Ele é a videira, nós somos os ramos… Se permanecermos unidos a Ele, Ele permanecerá em nós, não cortando esse vínculo que perdurará até à eternidade… Mas, para que essa união seja verdadeira e frutífera, não podemos esquecer o que nos dizia São João, na sua carta: «não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade». Porque é uma união que resulta da vida e nela se projecta. Não é apenas uma questão de vontade, ou do que se diz, mas do que se vive, desta entrega total da nossa vida, Àquele que por nós deu a vida… E São João concretiza mesmo como viver essa união, cumprindo o mandamento: «acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou». Assim, também a nossa vida produzirá abundante fruto, como o Pai deseja… Porque estamos unidos ao Amor que dá a vida, ao Senhor que nos transforma e congrega numa só Igreja, que continua a crescer e tem de permanecer também ela unida… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 4

Afinal, é tão importante conhecer… E aprender a conhecer cada vez mais a Cristo, o Bom Pastor que dá a vida por nós, de livre vontade, apenas porque o «Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas»… Porque Ele já nos conhece plenamente… Porque o Pastor conhece cada uma das suas ovelhas… Porque as convida a segui-l’O, a aprender a conhecê-l’O, a receber a vida nova, a vida eterna que em Si alcançámos… Porque, como lembrava São João na sua carta: «vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto». Um amor que nos torna filhos. Mas que nos promete um futuro, uma eternidade que nem poderíamos sequer sonhar… Contudo, uma certeza: haveremos de ver a Deus face-a-face, «tal como Ele é», dizia o apóstolo... E em Jesus Cristo, o Bom Pastor ressuscitado, acontecem as verdadeiras transformações nas vidas dos homens, porque «em nenhum outro há salvação», como lembrava São Pedro, nos Actos dos Apóstolos. Porque é n’Ele, pedra angular, rejeitada pelos homens, que cresce verdadeiramente a Igreja que somos, mas também cada um de nós, discípulos que O queremos seguir… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 3

Que não haja qualquer dúvida: o plano de salvação de Deus cumpriu-se plenamente em Jesus Cristo, o Filho enviado… Ele tinha de ser recusado, acusado, morto, mesmo sendo o «autor da vida», como lembrava Pedro no seu discurso que lemos nos Actos dos Apóstolos. Mas tudo isso para que ao ressuscitar, nos desse nova vida a nós, os que n’Ele cremos. Para que a ressurreição fosse porta de vida para todos nós. Por isso, lembra-nos São Pedro: «arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados». Também São João nos lembra que ainda hoje falhamos pelo pecado, mas temos «Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados». Conhecer Jesus Cristo, segundo este apóstolo, é guardarmos os seus mandamentos, já que guardando a sua palavra, em nós «o amor de Deus é perfeito»… Mas, para os discípulos que ainda duvidam desta presença de Jesus vivo e glorioso no meio de nós, para os que ficam presos em ideias de morte e no desespero do sofrimento, para os que vacilam e caem na superstição, Jesus vem dizer no evangelho: «porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede»… Porque podemos sentir em nós essa mesma presença… e sentindo-a, devemos testemunha-la… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 2

É também para nós, hoje, a saudação de Jesus: «A paz esteja convosco»...
Mas também é para nós o Espírito que vem fortalecer-nos, animar-nos com a certeza da presença do Senhor vivo e glorioso no meio de nós, que vem fazer de nós testemunhas da sua ressurreição e da esperança da nossa própria…
E nós, como Tomé, somos convidados a redescobrir essa mesma presença, não pela atitude de incredulidade, mas pela fé inabalável que nos une ao Senhor que por nós ressuscitou…
Mas, acreditar em Jesus vivo, é não só dizer-lhe: «meu Senhor e meu Deus»… mas, como Ele nos ensinou, amar os irmãos, «filhos de Deus» como nós, como lembrava São João. Porque amar a Deus é «guardar os seus mandamentos», como nos dizia este apóstolo, na sua carta.
E com esta atitude de amor e de fé, também nós vencemos o mundo, formando a verdadeira Igreja, comunidade dos que acreditam, mas que tem tanto ainda a transformar para alcançar o ideal da comunidade primitiva, que nos é descrita no livro dos Actos dos Apóstolos.
Em tempos mais difíceis, como os que vivemos, relembrar aquela comunidade em que «tudo entre eles era comum», em que «não havia entre eles qualquer necessitado», em que se «distribuía então a cada um conforme a sua necessidade», enche-nos de verdadeira esperança…

Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Vigília Pascal

Nas trevas do desânimo e do cansaço em que vivemos tantas vezes, deixemos que seja a luz de Cristo, luz cheia de esperança e de vida, a iluminar os corações nesta noite em que a Vida vence a morte, em que o sepulcro fica vazio, em que Cristo ressuscita e nos dá a certeza de unidos a Ele também nós um dia ressuscitarmos...
Porque esta é a noite da Luz e da Alegria! Porque esta é a noite da vitória da Vida sobre a morte! Porque esta é a noite de uma Igreja reunida para cantar louvores ao seu Senhor, vivo e presente em todos os corações!
E, desde o princípio da criação do mundo, tudo se encaminha para este momento em que Deus vem reconduzir a Si uma humanidade perdida em si mesma, mas agora libertada, como o povo de Israel do Egipto, e agora é levada para a eternidade. E hoje, o povo não atravessa o mar vermelho, como recordado no livro do Êxodo, mas atravessa a própria morte, em Cristo, a caminho da vida renascida, do espírito que faz reviver, profetizados por Ezequiel.
E São Paulo, escrevendo aos Romanos, vem-nos lembrar como tem um fundamento superior a alegria que hoje inunda a terra: «assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova».
E aceitemos a certeza anunciada pelo Anjo do Senhor de que nos fala o evangelho de Marcos: «Ressuscitou: não está aqui»...

Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sinais da Palavra Sexta-feira Santa

São belas e significativas as imagens de Cristo na Cruz, de um servo sofredor, que nos apresenta o livro de Isaías: «Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores»; «pelas suas chagas fomos curados»; «Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a boca. «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca»...
Mas, as imagens de Isaías não pretendem impressionar, nem causar em nós uma piedade que nada mais traz. Pretendem lembrar-nos o valor desta mesma entrega, a força deste «servo» que Se oferece por todos nós, para que as suas feridas curem em nós as feridas do pecado, para que a sua morte vença a nossa própria morte. E mais do que ficarmos com pena diante da Cruz, as palavras do profeta devem provocar em nós o agradecimento e a verdadeira adoração de quem reconhece e aceita, em Cristo, a Salvação...
E como a Cruz, ainda hoje, é uma linguagem de difícil compreensão. Mas, como fala tão fortemente, como o «tudo está consumado», as últimas palavras de Jesus na Cruz, no evangelho de João, ressoam ainda hoje em todos os corações que procuram compreender o que diz a epístola aos Hebreus: «Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento»...
E façamos nossas as palavras de quem se entrega, de quem diz: «Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito»...

Que o silêncio e a força da Cruz nos levem à Salvação...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sinais da Palavra Quinta-feira Santa

Já não é mais a carne e o sangue dos cordeiros que o povo de Israel oferecia todos os anos, recordando a Páscoa Judaica, cumprindo o mandamento dado a Moisés e a Aarão. Já não é um sacrifício novo todos os anos, celebrado em memória dessa libertação do Egipto.
Mas, como lembra São Paulo, escrevendo à comunidade cristã de Corinto, é o que recebemos do Senhor Jesus que celebramos. E não apenas recordamos, mas celebramos verdadeiramente o que o Senhor realizou, «na noite em que ia ser entregue».
E, sempre que o fazemos, sempre que cumprimos o «fazei isto em memória de Mim», participamos também nós nessa entrega que Jesus faz de Si mesmo a todos os seus discípulos. E é o Seu Corpo e o Seu Sangue que agora recebemos, como memorial perene. E é o único e verdadeiro sacríficio, o da nova e eterna Aliança, do Cordeiro Pascal que celebramos. E, como nos lembra o Apóstolo, «todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha»...
E, porque Ele nos ama até ao fim, no decorrer dessa ceia memorável, deixou-nos o exemplo a seguir: o Mestre que se faz servo, que nos ensina a servir na humildade e na entrega total, de quem «lava os pés» aos seus irmãos, de quem ama como Ele nos ama...

Recebamos, também nós, esse Amor que se faz entrega no Seu Corpo e no Seu Sangue...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Ramos

A obediência até à Cruz... São Paulo, na sua carta aos Filipenses, lembra que Jesus «aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz». Uma obediência voluntária, porque é conscientemente e de livre vontade que Ele se oferece, morrendo na cruz, para a todos salvar... Uma obediência que vem resgatar todas as nossas desobediências, todos os nossos pecados, para que sejamos algo imensamente maior: filhos de Deus salvos pelo próprio Filho que se entrega em nossas mãos...
São Marcos, no relato da Paixão que faz no seu evangelho, salienta o Homem que avança para a Cruz e para a morte com a consciência de quem Se entrega, de quem dá a vida… Por isso, recusa mesmo «o vinho misturado com mirra» que lhe queriam dar, porque este poderia entorpecer os seus sentidos, aliviar um sofrimento que não é em vão, mas fonte de salvação, até para os que O contemplam com troça e O condenam continuamente, mas que vão descobrindo o Homem que morre para salvar, sendo Deus…
Mas, a sua morte, cheia de realismo, de uma vontade de quem Se entrega pela Salvação de todos os Homens, leva os outros a descobrir n’Ele «o Filho de Deus», como diz o centurião, perante o seu expirar…

Com Cristo, caminhemos rumo à Páscoa...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sinais da Palavra B Quaresma 5

Dias virão, promete o Senhor por meio do profeta Isaías, em que a Sua aliança será impressa no nosso coração e não a poderemos recusar ou falhar perante ela…
Dias virão em que o Senhor, porque nos ama e quer salvar, fará cumprir as suas palavras: «vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas»…
Por isso, também nós pedimos com toda a verdade: «dai-me, Senhor, um coração puro»… para que possa ser verdade também esse aproximarmo-nos mais desse amor feito obediência, à maneira de Jesus Cristo, «obediência no sofrimento» para ser para todos «causa de salvação eterna», como recordava a epístola aos Hebreus.
«Chegou a hora«, diz-nos Jesus no evangelho, não de uma glória estéril, não o do ver Jesus sem mais, ficando apenas no ver, na contemplação, mas a da glória que se alcança na Cruz, dando a vida, a do ver aprendendo também nós a dar a vida, a exemplo do Senhor, «o grão de trigo lançado à terra», que morre para dar muito fruto…
Ecoem também hoje, num mundo que tantas vezes apenas pensa no imediato, as palavras do Senhor, que nos diz: «Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo»…

Com Cristo, caminhemos rumo à Páscoa...

Um desafio que nos deixa a palavra, esta semana: deixar «morrer» tanto em nós que é inútil e estéril, dando vida à atitude de quem se entrega, de quem segue Jesus até à Cruz, até à Vida. Aprender a dar valor ao que em nós dá vida…

terça-feira, 13 de março de 2012

Sinais da Palavra B Quaresma 4

Dizia-nos São Paulo: «a salvação não vem de vós: é dom de Deus».
A nós cabe-nos aceitar esse mesmo dom, essa mesma oferta que Deus nos faz em Seu Filho, dando-nos de novo a vida, «a nós que estávamos mortos por causa dos nossos pecados».
E Deus, que não esquece a Sua Aliança, mesmo diante das nossas infidelidades, tal como o povo de Israel que não fazia caso da Sua Palavra, dos seus mensageiros, continua a mostrar a sua misericórdia, o quanto nos ama, dando-nos o Seu Filho, que, ao morrer por nós na Cruz, nos diz que Deus nos ama sem limites…
Ás vezes, é preciso que os «templos» dos nossos orgulhos e fraquezas humanas sejam destruídos, como o templo de Jerusalém na altura do exílio, para então fazermos correctamente da nossa vida o templo onde Deus quer morar, onde Se quer fazer presença de vida e vida sem fim…
Que a Cruz seja para todos hoje sinal desse amor de Deus que dá a vida eterna. Acreditemos no Filho de Deus, elevado na Cruz, para n’Ele alcançarmos a eternidade, deixando-nos iluminar por essa Luz que em nós brilhará para sempre…

Com Cristo, caminhemos rumo à Páscoa...

Um desafio que nos deixa a palavra, esta semana: contemplar a Cruz, mostrando-a em gestos concretos de amor cristão, de quem dá a vida nas pequenas coisas… fazer uma experiência mais forte de oração interior, deixando que Deus habite em nós…

terça-feira, 6 de março de 2012

Sinais da Palavra B Quaresma 3

«Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado…», desafiava-nos São Paulo…
Não escondemos a realidade da Cruz, nem a tentamos mascarar de algo que ela não é. Apresentar Cristo, também ao mundo de hoje, é apresentar Aquele que dá a vida para salvar, Aquele que morre na cruz para vencer a morte e dar a vida, Aquele que sofre por nós para que o Seu sacrifício seja redentor…
E ser discípulo de um Mestre assim, que dá a vida por nós, é compreender o seu zelo pela casa do Pai, como no episódio do evangelho, não um templo em concreto, mas o Seu Corpo, a Sua Igreja que hoje como outrora tem de continuar a anunciar a Sua Morte e Ressurreição…
E, como tantas vezes, também nós até da nossa oração queremos fazer um comércio com o Amor de Deus, que não se compra ou se alcança por jogos de interesses, mas que se dá gratuitamente em Cristo Jesus, na Cruz…
Aceitemos as palavras de vida eterna que só o Senhor nos pode dar… porque a sua lei, a lei dos mandamentos que nos eram apresentados no livro do Êxodo, não está fora de moda, ou é apenas um conjunto de máximas… mas será caminho de vida eterna, se a vivermos verdadeiramente…

Com Cristo, caminhemos rumo à Páscoa...

Um desafio que nos deixa a palavra, esta semana: reaprender a fazer da oração, compromisso de amor com Deus, que se traduz nos mandamentos a cumprir no dia-a-dia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sinais da Palavra B Quaresma 2

Diz-nos São Paulo: «Se Deus está por nós, quem estará contra nós?»…
O Apóstolo convida-nos à verdadeira confiança de quem sente essa mesma presença salvadora de Deus na nossa vida, de quem acredita que Deus, que nos dá o Seu próprio Filho, entregue à morte por todos nós, nos dará n’Ele todas as coisas…
Deus que nos dá o Seu Filho, Jesus, convidando-nos a escutá-l’O no episódio da transfiguração que nos é dado a meditar no evangelho. Convidando-nos a descobrir na imagem de Cristo entregue na cruz, para nos salvar, o rosto do transfigurado, a glória da ressurreição, na qual devemos meditar e para a qual devemos apontar a nossa própria vida, como Jesus convidava Pedro, Tiago e João a fazer…
Deus que vem dar um novo sentido ao nosso sofrimento e às nossas inquietações, que vem dar plenitude à oferta da nossa vida, não no nosso sacrifício, mas na união ao verdadeiro sacrifício de Cristo, o Filho amado, Ele que é sacrificado, ao contrário de Isaac. Se a Abraão é pedido que quase entregue o seu filho, como sinal de fidelidade, mas também educando contra os sacrifícios humanos praticados na altura, Deus, em fidelidade à sua Aliança, entrega-nos o Seu Filho, para que alcancemos a vida sem fim.
E olhamos, não para a morte, mas para a vida sem fim que brota da entrega do Filho glorioso…

Com Cristo, caminhemos rumo à Páscoa...

Um desafio que nos deixa a palavra, esta semana: mostrar um rosto transfigurado, mais sereno e confiante ao longo da semana...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sinais da Palavra B Quaresma 1

Ecoa sempre o desafio deixado pelo Senhor Jesus: «Arrependei-vos e acreditai no Evangelho»…
O arrepender-se, o dar conta dos maus caminhos seguidos, o reconhecer que é preciso renovar e transformar tanto na nossa vida, pedindo perdão e renascendo… Mas, dar também o passo seguinte, o de acreditar completamente em Jesus, Evangelho, Boa Nova que vem até nós. Acreditar, aceitando essa nova vida que nos é dada, a vida da graça em Cristo, que nos torna capazes de vencer até as diversas tentações do pecado…
A nova vida que recebemos pelo Baptismo, compromisso de amor que Deus faz com cada um de nós, como seus filhos, como nos recordava São Pedro. Mas, um compromisso que não se esgota na atitude de Deus para connosco, na aliança que Ele estabelece com os homens, renovados pela água e pelo Espírito. Um compromisso que precisa da nossa própria atitude de conversão, de «uma boa consciência» da nossa parte, como lembrava o Apóstolo, de uma renovação na nossa vida, que agora, pelo Baptismo, é caminho para uma vida sem fim…

Com Cristo, caminhemos rumo à Páscoa...

Um desafio que nos deixa a palavra, esta semana: descobrir também, em nós, as tentações que sentimos no dia-a-dia e procurar a forma de as vencer...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 7

Não vemos já nós a nova realidade trazida por Deus? A novidade de uma vida diferente, de um amor forte que perdoa, de uma nova possibilidade que brota sempre do seu perdão?
Enquanto continuarmos presos às nossas próprias falhas, à incapacidade de as reconhecer e de as ultrapassar, pedindo por elas perdão e sabendo-as perdoar em nós mesmos, ficaremos presos aos «acontecimentos passados», «às coisas antigas», como lembrava o profeta Isaías.
Mas, o sentimento do verdadeiro cristão, daquele que confia no perdão de Deus e o espera de todo o coração, é o de quem repete com sentimento: «salvai, Senhor, a minha alma, pois contra Vós eu pequei»…
Em Jesus, podemos encontrar sempre esse mesmo perdão, um perdão que traz consigo uma nova vida, uma nova oportunidade, como nos lembra o milagre de Jesus no evangelho, ao curar o paralítico trazido pelos amigos persistentes, que não desistem mesmo perante as dificuldades de chegar até junto do Senhor.
Jesus, Deus connosco, tem o poder de perdoar e quer perdoar os nossos pecados, para que também nós tenhamos «essa nova vida», que, como lembrava São Paulo, devemos viver como o próprio Senhor, dizendo sempre «sim» a Deus… uem

Que o Senhor a todos abençoe...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 6

Jesus, «se quiseres, podes curar-me»…
Como esta forma de pedir, daquele leproso que se aproximou de Jesus, é tão diferente da nossa forma de o fazer hoje, das reivindicações de direitos e contestações… Como é tão diferente do «tenho direito», do «eu quero e tenho de ter»…
É com humildade, é com certeza de quem reconhece e se abandona totalmente à bondade de Jesus, de quem sabe que Ele vem ser auxílio, vem para ajudar todos os homens… É com a esperança, que tantas vezes falta nos nossos dias, de quem sabe que Jesus vem vencer o pecado e dar nova vida ao que parece morto, que vem acolher os marginalizados, que vem chamar a Si os que andavam afastados… E como os leprosos na época significavam tudo isso, os «impuros», afastados de tudo e de todos…
Mas, Jesus vem para purificar, para curar até das «lepras» de hoje, das marginalizações, dos preconceitos… Vem ser esperança para os excluídos, para os fracos, para os que são afastados e precisam de uma «nova vida»…
E a atitude daquele homem curado tem de ser a atitude de quem encontra em Jesus essa nova força de vida: anunciá-l’O…
E a melhor forma de anunciar Jesus é-nos recordada por São Paulo, na sua carta aos coríntios, quando nos apresenta a sua própria experiência: «sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo»…

Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 5

Afinal, não é uma questão de recompensa, nem de apenas vontades próprias e esporádicas. Anunciar o Evangelho é uma missão, uma tarefa grandiosa que, a exemplo do Apóstolo São Paulo, cada cristão tem de tomar como sua, fazendo-se «tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo»…
E evangelizar é olhar para cada um daqueles a quem se leva a esperança do Evangelho, não preocupados com os números das multidões, mas com cada coração a encher da esperança de Jesus Cristo, da sua acção transformadora, da renovação que Ele vem trazer. E que cada cristão, cheio dessa mesma esperança, possa sentir o ardor do anúncio que levava São Paulo a dizer: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho»…
E que em cada coração, em especial nos mais atribulados, ainda que como Job se recorde que «a minha vida não passa de um sopro», se desperte esta confiança no Senhor Jesus que vem salvar, que passa curando e trazendo ânimo a cada um dos que O procuram, Ele que «suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores»…
Mas que, com Jesus que se retirava de manhã cedo para rezar, aprendamos a fazer da oração força de quem confia e a Deus entrega esse «sopro» que é a nossa vida…

Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 4

Escutar a voz de Deus, que continua a falar-nos…
Mas, como reconhecer essa voz, no meio de tantas outras vozes ensurdecedoras, constantes? Como reaprender a escutar, quando todos querem é falar, fazer ouvir as suas vozes de discórdia, de reivindicação, de protesto? Como promover o silêncio que escuta, quando se procuram sempre novas formas de se fazer ruído, quando o que é gritante e apelativo é que é importante, quando não se pode parar para escutar?
Logo desde o princípio, Deus promete ao povo que estará com ele, que fará ouvir a Sua voz por meio do profeta, ao dizer: «porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu ordenar». E muitos foram os profetas, muitos foram os ensinamentos de amor que Deus enviou ao seu povo…
Mas, Deus fala-nos agora por Seu Filho, Jesus Cristo, mais do que um profeta, mas o próprio Deus no meio de nós. Fala-nos com a autoridade do Evangelho que não é apenas para escutar, mas para acolher e viver…
E escutar o Filho de Deus, essa voz de Deus que nos fala continuamente, é optar sempre por ela, independentemente das outras opções de vida, como recordava São Paulo, porque Deus é a melhor escolha da nossa vida.
Então, não fechemos os nossos corações à voz do Senhor…

Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 3

Somos chamados por Cristo que passa nas nossas vidas, como quando passava junto ao mar da Galileia e chamava os primeiros apóstolos, Simão Pedro, André, Tiago e João… chamados a ser discípulos comprometidos, que partem também a anunciar com Jesus: «cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho»…
Mas, ao ser chamados por Cristo, é-nos pedida uma resposta concreta e decidida, de quem «deixa o barco e as redes», de quem deixa as margens da vida para se aventurar com Cristo no caminho do Reino, no caminho da eternidade…
Ser discípulos hoje é também chamar este mundo e os nossos irmãos a essa mesma conversão que Jesus proclamava, a esse arrepender e mudar de atitude de vida, a essa mudança radical, de quem deixa os caminhos do pecado e dos caprichos, como os arrependidos habitantes da grande cidade de Nínive, após a pregação do profeta Jonas, e pede com verdade, como o refrão do salmo: «Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos»…
Afinal, como recordava São Paulo aos coríntios, «o cenário deste mundo é passageiro»… e seguir a Cristo é sempre certeza de encontrar um caminho de eternidade…

Que o Senhor a todos abençoe...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sinais da Palavra B Tempo Comum 2

Perante a atitude de Deus que nos fala constantemente, chamando-nos, interpelando-nos continuamente, a nossa resposta não pode ser outra que a da resposta pronta e verdadeira, como a de Samuel: «falai, Senhor, que o vosso servo escuta»…
Ainda que, tal como o profeta, demoremos a entender o chamamento e Quem nos chama verdadeiramente. No meio de tantas vozes e de tantas solicitações a que este mundo nos sujeita no dia-a-dia, por vezes é difícil escutar a voz de Deus. Temos, contudo, ainda hoje, pessoas que nos ajudam a escutar esta mesma voz, como Heli ajudou Samuel, e como João Baptista ajudou os seus discípulos, dizendo-lhes: «Eis o Cordeiro de Deus»…
E, como aqueles dois discípulos, partamos também nós à descoberta deste Jesus que passa na nossa vida.
Mas, descobri-l’O, é também tornarmo-nos Seus anunciadores, tal como André que vai chamar seu irmão Simão para junto de Jesus. É que também nós devemos chamar os nossos irmãos para junto do Senhor, mostrando-O já presente nas nossas vidas…
E que na nossa vida seja cada vez mais verdadeira a afirmação do salmo: «Eu venho, Senhor para fazer a vossa vontade»…

Que o Senhor a todos abençoe...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sinais da Palavra Epifania

Deus que Se dá a conhecer na humildade e simplicidade de uma criança, que nasce para ser luz, que vem para salvar…
Alegrem-se, então, todos os povos, convidados a ver e a descobrir esta mesma salvação, deixando-se guiar pela luz da estrela, como os magos, até junto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, a Luz de Deus que brilha no meio de nós…
Atentos aos sinais dos tempos, saibamos também nós descobrir essa Luz que brilha intensamente, não para ficarmos parados e sem partilhar a nossa esperança, mas pondo-nos a caminho, pelos caminhos da vida, para descobrir este Deus presente no meio de nós, este Deus, que na sua humildade de criança que por nós nasce, nos convida a levarmos como presente a nossa própria vida…
Mas, como os magos, sintamos também nós a alegria, a verdadeira alegria interior, de quem se deixa iluminar por essa estrela, que é Jesus Cristo que vem brilhar para nós. E, olhando para os presentes dos magos, adoremo-l’O como verdadeiro Homem na mirra oferecida, como verdadeiro Deus na oferta do incenso, como Senhor do tempo e da nossa vida, pelo ouro dado…

Que o Senhor, o Deus – Menino, a todos abençoe...