terça-feira, 24 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 4

Afinal, é tão importante conhecer… E aprender a conhecer cada vez mais a Cristo, o Bom Pastor que dá a vida por nós, de livre vontade, apenas porque o «Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas»… Porque Ele já nos conhece plenamente… Porque o Pastor conhece cada uma das suas ovelhas… Porque as convida a segui-l’O, a aprender a conhecê-l’O, a receber a vida nova, a vida eterna que em Si alcançámos… Porque, como lembrava São João na sua carta: «vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto». Um amor que nos torna filhos. Mas que nos promete um futuro, uma eternidade que nem poderíamos sequer sonhar… Contudo, uma certeza: haveremos de ver a Deus face-a-face, «tal como Ele é», dizia o apóstolo... E em Jesus Cristo, o Bom Pastor ressuscitado, acontecem as verdadeiras transformações nas vidas dos homens, porque «em nenhum outro há salvação», como lembrava São Pedro, nos Actos dos Apóstolos. Porque é n’Ele, pedra angular, rejeitada pelos homens, que cresce verdadeiramente a Igreja que somos, mas também cada um de nós, discípulos que O queremos seguir… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 3

Que não haja qualquer dúvida: o plano de salvação de Deus cumpriu-se plenamente em Jesus Cristo, o Filho enviado… Ele tinha de ser recusado, acusado, morto, mesmo sendo o «autor da vida», como lembrava Pedro no seu discurso que lemos nos Actos dos Apóstolos. Mas tudo isso para que ao ressuscitar, nos desse nova vida a nós, os que n’Ele cremos. Para que a ressurreição fosse porta de vida para todos nós. Por isso, lembra-nos São Pedro: «arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados». Também São João nos lembra que ainda hoje falhamos pelo pecado, mas temos «Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados». Conhecer Jesus Cristo, segundo este apóstolo, é guardarmos os seus mandamentos, já que guardando a sua palavra, em nós «o amor de Deus é perfeito»… Mas, para os discípulos que ainda duvidam desta presença de Jesus vivo e glorioso no meio de nós, para os que ficam presos em ideias de morte e no desespero do sofrimento, para os que vacilam e caem na superstição, Jesus vem dizer no evangelho: «porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede»… Porque podemos sentir em nós essa mesma presença… e sentindo-a, devemos testemunha-la… Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Domingo de Páscoa 2

É também para nós, hoje, a saudação de Jesus: «A paz esteja convosco»...
Mas também é para nós o Espírito que vem fortalecer-nos, animar-nos com a certeza da presença do Senhor vivo e glorioso no meio de nós, que vem fazer de nós testemunhas da sua ressurreição e da esperança da nossa própria…
E nós, como Tomé, somos convidados a redescobrir essa mesma presença, não pela atitude de incredulidade, mas pela fé inabalável que nos une ao Senhor que por nós ressuscitou…
Mas, acreditar em Jesus vivo, é não só dizer-lhe: «meu Senhor e meu Deus»… mas, como Ele nos ensinou, amar os irmãos, «filhos de Deus» como nós, como lembrava São João. Porque amar a Deus é «guardar os seus mandamentos», como nos dizia este apóstolo, na sua carta.
E com esta atitude de amor e de fé, também nós vencemos o mundo, formando a verdadeira Igreja, comunidade dos que acreditam, mas que tem tanto ainda a transformar para alcançar o ideal da comunidade primitiva, que nos é descrita no livro dos Actos dos Apóstolos.
Em tempos mais difíceis, como os que vivemos, relembrar aquela comunidade em que «tudo entre eles era comum», em que «não havia entre eles qualquer necessitado», em que se «distribuía então a cada um conforme a sua necessidade», enche-nos de verdadeira esperança…

Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sinais da Palavra B Vigília Pascal

Nas trevas do desânimo e do cansaço em que vivemos tantas vezes, deixemos que seja a luz de Cristo, luz cheia de esperança e de vida, a iluminar os corações nesta noite em que a Vida vence a morte, em que o sepulcro fica vazio, em que Cristo ressuscita e nos dá a certeza de unidos a Ele também nós um dia ressuscitarmos...
Porque esta é a noite da Luz e da Alegria! Porque esta é a noite da vitória da Vida sobre a morte! Porque esta é a noite de uma Igreja reunida para cantar louvores ao seu Senhor, vivo e presente em todos os corações!
E, desde o princípio da criação do mundo, tudo se encaminha para este momento em que Deus vem reconduzir a Si uma humanidade perdida em si mesma, mas agora libertada, como o povo de Israel do Egipto, e agora é levada para a eternidade. E hoje, o povo não atravessa o mar vermelho, como recordado no livro do Êxodo, mas atravessa a própria morte, em Cristo, a caminho da vida renascida, do espírito que faz reviver, profetizados por Ezequiel.
E São Paulo, escrevendo aos Romanos, vem-nos lembrar como tem um fundamento superior a alegria que hoje inunda a terra: «assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova».
E aceitemos a certeza anunciada pelo Anjo do Senhor de que nos fala o evangelho de Marcos: «Ressuscitou: não está aqui»...

Aleluia! Alegremo-nos em Cristo vivo e presente no meio de nós...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sinais da Palavra Sexta-feira Santa

São belas e significativas as imagens de Cristo na Cruz, de um servo sofredor, que nos apresenta o livro de Isaías: «Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores»; «pelas suas chagas fomos curados»; «Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a boca. «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca»...
Mas, as imagens de Isaías não pretendem impressionar, nem causar em nós uma piedade que nada mais traz. Pretendem lembrar-nos o valor desta mesma entrega, a força deste «servo» que Se oferece por todos nós, para que as suas feridas curem em nós as feridas do pecado, para que a sua morte vença a nossa própria morte. E mais do que ficarmos com pena diante da Cruz, as palavras do profeta devem provocar em nós o agradecimento e a verdadeira adoração de quem reconhece e aceita, em Cristo, a Salvação...
E como a Cruz, ainda hoje, é uma linguagem de difícil compreensão. Mas, como fala tão fortemente, como o «tudo está consumado», as últimas palavras de Jesus na Cruz, no evangelho de João, ressoam ainda hoje em todos os corações que procuram compreender o que diz a epístola aos Hebreus: «Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento»...
E façamos nossas as palavras de quem se entrega, de quem diz: «Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito»...

Que o silêncio e a força da Cruz nos levem à Salvação...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sinais da Palavra Quinta-feira Santa

Já não é mais a carne e o sangue dos cordeiros que o povo de Israel oferecia todos os anos, recordando a Páscoa Judaica, cumprindo o mandamento dado a Moisés e a Aarão. Já não é um sacrifício novo todos os anos, celebrado em memória dessa libertação do Egipto.
Mas, como lembra São Paulo, escrevendo à comunidade cristã de Corinto, é o que recebemos do Senhor Jesus que celebramos. E não apenas recordamos, mas celebramos verdadeiramente o que o Senhor realizou, «na noite em que ia ser entregue».
E, sempre que o fazemos, sempre que cumprimos o «fazei isto em memória de Mim», participamos também nós nessa entrega que Jesus faz de Si mesmo a todos os seus discípulos. E é o Seu Corpo e o Seu Sangue que agora recebemos, como memorial perene. E é o único e verdadeiro sacríficio, o da nova e eterna Aliança, do Cordeiro Pascal que celebramos. E, como nos lembra o Apóstolo, «todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha»...
E, porque Ele nos ama até ao fim, no decorrer dessa ceia memorável, deixou-nos o exemplo a seguir: o Mestre que se faz servo, que nos ensina a servir na humildade e na entrega total, de quem «lava os pés» aos seus irmãos, de quem ama como Ele nos ama...

Recebamos, também nós, esse Amor que se faz entrega no Seu Corpo e no Seu Sangue...